Greve geral!

É preciso derrotarmos o ajuste fiscal do governo Dilma.

Mostrando postagens com marcador Opressões. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Opressões. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Legalização das drogas: vamos debater?

O ano de 2015 vem sendo um ano de expansão do conservadorismo e também do retrocesso dentro das instituições políticas nacionais. Já se fala em revogação do estatuto do desarmamento e a infame proposta de redução da maioridade penal está sendo defendida cada vez com mais força. Esses temas, que além de retroceder a pauta progressista que vem se tornando um padrão mundial, reforçam preconceitos e afastam da população a discussão de outras saídas para o fim da guerra urbana que está instaurada no país. Seguindo o fluxo contrário da câmara federal, milhares de pessoas se reunirão de maneira pacifica em 31 cidades pela legalização da maconha.

Mas por que defender legalização a maconha? A resposta é muito simples e pode ser dada por diversos argumentos distintos. Em todos os rankings de medição dos danos causados na sociedade pelas drogas a maconha aparece sempre atrás do álcool e do tabaco, duas drogas lícitas. A guerra às drogas ocasionou um aumento progressivo da violência, é uma guerra que não se dá contra substâncias ilícitas, mas sim contra pessoas e em sua maioria jovens negros da periferia.

A política de guerra às drogas, ao mesmo tempo que causa um efeito nefasto na população, é extremamente lucrativa para os grandes empresários. 400 bilhões de dólares são movimentados por ano pelo narcotráfico, dado que o torna um dos setores mais lucrativos da economia mundial. Em contraposição a essa guerra existem países que assumiram a vanguarda da luta contra o proibicionismo, como também a violência gerada por ele. No Uruguai, por exemplo, o número de mortes relacionado ao tráfico de drogas atingiu 0 desde a legalização.

Nos países em que a legalização foi instaurada é possível regular o preço de mercado da droga, como também a qualidade, dando maior segurança para o usuário. A legalização também possibilita uma maior aproximação do Estado com o usuário, já que ele não será tratado mais como criminoso e se for de sua vontade, poderá procurar um centro de reabilitação sem maiores problemas.

Para debatermos melhor o assunto e possibilitarmos uma maior explanação de argumentos, o Centro Acadêmico Florestan Fernandes convida à todxs para um debate sobre a legalização dessa droga e também sobre a realização da Marcha da Maconha que se dará no dia 31 de Maio em Maceió, mas também em diversas cidades ao redor do país.



A mesa será realizada às 17 horas do dia 27 de Maio no Auditório Paulo Freire, situado no Instituto de Ciências Sociais na Universidade Federal de Alagoas e contará com a presença de membros da ANEL (Assembléia Nacional dos Estudantes - Livre) e também de membros da organização da Marcha da Maconha. O convite se estende à toda a comunidade alagoana, por ser entendido que é necessário um debate de ideias mais maduro e profundo para que, assim, o tabu em relação à legalização seja definitivamente quebrado. Os cães ladram e a caravana não pára!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Jornalista é exonerada após críticas a ex-secretário de Educação


Niara Aureliano, membro da comissão executiva da Anel-AL

No último dia 15 de janeiro, como relatado em outra publicação da Anel (veja aqui), o ex-secretário de Educação Adriano Soares causou revolta nas redes sociais ao escrever um post extremamente homofóbico e cheio de palavras chulas. Diante da indignação, mas infelizmente também de muitas palavras de apoio às atitudes de Adriano, que se recusou a fazer uma retratação, a jornalista L.V., até então assessora de comunicação da Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande), também expressou sua revolta contra os posts do ex-secretário.

Depois disto, L.V. foi a nova vítima de Adriano, dessa vez vítima de machismo, em um post feito em sua página pessoal. Adriano recebeu uma ligação de “solidariedade” de Luiz Otávio Gomes, secretário de planejamento, como o próprio expôs em sua página na rede social. Enquanto a jornalista foi exonerada do cargo público após se opor ao ex-secretário de Educação e, vale ressaltar, advogado do governador de Alagoas.
 
Adriano Soares, ex-secretário de Educação, e Luiz Otávio, secretário de planejamento.
Governo do PSDB e a solidariedade palaciana
O acontecido à jornalista nos mostra o que acontece em pleno século XXI em uma Alagoas dominada por grandes oligarquias garantidas com afinco por Teotônio Vilela (PSDB), eleito um dos piores governadores do país: fazer referência a um famoso advogado, figura pública, que dispôs de cargo público, mesmo tendo esse jurista colocado em sua página pessoal todo o seu ódio às minorias e saído de seu cargo na secretaria da educação por ter mandado a juventude que foi às ruas em junho "tomar no c*", é motivo para exoneração de uma profissional.

Nesse sentido, percebemos o quanto ainda há a chamada "solidariedade palaciana": o lado fraco do caso, uma mulher, que ao combater a homofobia ainda foi vítima de machismo, é retirada de sua função, pois, segundo o ex-secretário, "o sol é o melhor desinfetante". L.V., jornalista formada na Universidade Federal de Alagoas, foi "desinfetada" de seu cargo, pois mexeu com um homem extremamente reacionário, homofóbico, machista e poderoso.

Após a repercussão e os "prints" feitos pelo ex-secretário que prometeu entrar com ação judicial contra as pessoas que, utilizando de seus mesmos termos chulos, responderam a ele, Adriano Soares excluiu sua página no facebook.

...

Segue, na íntegra, o comentário de Adriano Soares a respeito da jornalista:

"FACE "PROGRESSISTA" DA JOVEM ASSESSORA DE COMUNICAÇÃO DA SECRETARIA ESTADUAL DO PLANEJAMENTO.

O nome dela é L.V., assessora de comunicação na secretaria de Estado do Planejamento e Desenvolvimento Econômico. Atacou-me pessoalmente de modo vil aqui no Facebook. Disse ela delicadamente: "Meu caro, se dar o cu fizesse de alguém um bom moço, eu lhe desejaria uma chuva de picas".

Especialista sobre o "modus operandi", disse-me, com intimidade que não lhe dei: "Drizinho, dar o cu é uma questão de vontade, e de clima", ensinou com engenho e arte, como fazem os experientes em temas versados com domínio teórico e prático. Depois, não satisfeita e com a pontuação toda pessoal, chamou-me de "idiota": "Chuchu, a rede social cansa muito, quando estamos tratando de idiotas". Finalmente, com toda a tolerância, exclamou: "Cara, que ojeriza desse homem".
 
Essa é a forma dessa gente ser tolerante, defender a pluralidade, proclamar a diversidade. Uma jovem obtusa, raivosa, cheia de ódio. Eis aí os nossos "progressistas" em sua face mais verdadeira, sem máscaras. Melhor do que qualquer resposta é colocar essa gente à luz do dia. O sol é o melhor desinfetante."

...

SOLIDARIEDADE AOS QUE COMBATEM ÀS OPRESSÕES
Além de repudiarmos os comentários machistas e homofóbicos de Adriano Soares, nós da ANEL e DCE UFAL nos solidarizamos à jornalista L.V., que no ímpeto de se contrariar ao machismo e homofobia de um ex-secretário de educação do estado, respondeu à mesma altura e acabou exonerada. Não aceitamos que os poderosos continuem a mandar e desmandar em Alagoas! Toda solidariedade aos homens e mulheres que combatem as opressões que as minorias sofrem diariamente!

Todo apoio à jornalista L.V.!
Adriano Soares, não nos calaremos!
Pelo fim do machismo!
Pelo fim da homofobia!
Que todos tenham direito a amar e viver!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Ex-secretário de educação faz comentários homofóbicos e causa revolta

O Ex-secretário da Educação de Alagoas, Adriano Soares, teceu na última quarta-feira, 15, comentários homofóbicos em sua página no facebook e gerou indignação na juventude alagoana. Tendo pedido demissão do cargo após xingar os jovens e trabalhadores que foram às ruas nas Jornadas de Junho, quando postou em sua página no facebook um vídeo mandando os estudantes “tomarem no c*” e tendo sido obrigado, dada a repercussão, a pedir desculpas, o governador de Alagoas, Teotônio Vilela (PSDB), aceitou o pedido de demissão de Adriano.

Apesar do caso, Adriano continua a fazer inúmeros posts extremamente preconceituosos em sua página pessoal no site de relacionamentos. Dessa vez (mesmo não sendo a primeira), o ex-secretário de um dos estados com piores índices de educação do Brasil, desrespeitou os homossexuais alegando que “a nossa sociedade está ficando heterofóbica” (sic).

Postagem homofóbica feita por Adriano Soares
As implicações do comentário de Adriano se mostram no dia a dia da sociedade alagoana. Alagoas é o estado mais perigoso do Brasil para se afirmar a própria sexualidade (além de ser também um dos mais perigosos para se nascer negro e para se nascer mulher). Ou seja: em nossa sociedade extremamente homofóbica, Adriano não pensa, enquanto figura pública, que suas palavras são as palavras de ódio que legitimam toda atitude homofóbica – do xingamento ao assassinato - contra milhares de gays e lésbicas.

Segundo o último Relatório Sobre Violência Homofóbica no País, divulgado no ano passado, em Alagoas foram registradas 17 denúncias de violações de direitos ou crimes contra os homossexuais em 2011. Em 2012, 65 denúncias foram feitas. Em 2013, ainda em contagem não oficial (que sai apenas em junho de 2014), já foram registrados 14 homicídios homofóbicos.  

Após o caso, porém, Adriano não se retratou e ainda debochou das pessoas que o criticaram por suas posições homofóbicas. Afirmando que o perfil é dele e que pode postar o que quiser, pois já não é mais “homem público, ao menos no sentido que empregam a esse rótulo”, disse que mantinha todas as palavras que disse antes e terminou: “E os que acharem ruim, chupa que é de uva!”, debochou, postando junto o link da música da banda Aviões do Forró.
 
Repúdio à homofobia!
A Anel Alagoas repudia os comentários homofóbicos e os outros tantos comentários misóginos na página do ex-secretário de educação de Alagoas Adriano Soares, sabendo que essa postura não é adequada e que deve ser discutida, e logo repelida da sociedade!

Chega de preconceito!
Pelo fim da homofobia!
Pela aprovação da PLC 122, o projeto de lei que criminaliza homofobia!
Pela visibilidade lésbica e trans!
Nenhum direito a menos às pessoas LGBTT!
Que todos tenham direito a amar e a viver!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Estudante é vítima de truculência e racismo


O estudante do bacharelado em Matemática da UFAL, Jonas Barbosa, foi vítima de um ato, no mínimo, truculento por parte do gestor da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) de São Miguel dos Campos e o tenente da Polícia Militar, Madson Belarmino.


Há três anos, Jonas utiliza um ônibus locado pela prefeitura da cidade para chegar ao Campus A.C. Simões, em Maceió, onde estuda. A quantidade de assentos no transporte é insuficiente e o ônibus faz diariamente o percurso intermunicipal com excesso de passageiros. Nesse sentido, foi definido, conforme admite a própria SMTT, uma planilha para definir quem viaja sentado, e quem é suplente a um assento no coletivo.


Esses dois fatos, por si só, são absurdos e num ato legítimo de protesto, o estudante rasgou a planilha. Madson Belarmino, conforme mostra claramente um vídeo gravado por outros estudantes, numa atitude de abuso de poder, determinou que Jonas não poderia mais utilizar o ônibus, sacou uma arma, o agrediu e expulsou do transporte. Nós, da Assembleia Nacional de Estudantes – Livre, repudiamos essa violência física e psicológica sofrida pelo estudante.


OFERTA DE TRANSPORTE É LEI!
O transporte escolar para estudantes universitários possui uma previsão legal no Art. 5º da lei 12.816/13. A situação de transporte com excesso de passageiros demonstra que educação não tem sido prioridade para o executivo municipal de São Miguel dos Campos. Sabemos, no entanto, que essa realidade se repete em vários municípios: uns oferecem ônibus sucateados, outros sequer oferecem o transporte. Nesse sentido, cobramos da Pró-reitoria Estudantil um levantamento dessa situação e, concomitante, uma ação de negociação com as prefeituras municipais cobrando que os estudantes da universidade disponham de um transporte que ofereça segurança e conforto.

RACISMO INSTITUCIONAL
Por fim, mas não menos importante, não podemos deixar de denunciar que o ato sofrido pelo estudante, negro, tem um caráter racista. Infelizmente está presenta na nossa sociedade o racismo institucional. Considerando que todos os dias negros são colocados pela polícia militar em situação vexatória e/ou de suspeição pela cor da sua pele, a atitude do tenente não nos surpreende e precisa ser fortemente combatida. Além disso, apesar de ser PM, o agressor não deve possuir autorização para utilizar arma de fogo no exercício da função de gestor da SMTT. Exigimos uma apuração do caso e consequente afastamento do militar.

Por outro lado, não ficaram claros quais critérios foram utilizados pela SMTT para a definição da planilha do ônibus. Mas o gesto de Jonas Barbosa se assemelha ao da costureira Rosa Parks que, no dia 1°de dezembro de 1955, desafiou a lei da cidade estadunidense de Montgomery que impunha que negros, além de poderem sentar apenas em algumas poucas fileiras no fundo dos ônibus, tinham que ceder seu lugar caso algum branco não tivesse assento.

A ANEL-AL se solidariza ao estudante. Estamos juntos na luta por respeito, por mais investimentos em transporte por parte das prefeituras, sobretudo, pelo combate ao racismo. Somos tod@s Jonas Barbosa!

domingo, 8 de dezembro de 2013

ANEL constroi "Novembro negro" em Alagoas

20 de novembro comemora-se o dia da consciência negra. Se a data é cheia de simbolismos para os lutadores que se colocam contra o racismo em todo o país, não poderia ser diferente para os estudantes e trabalhadores que lutam diariamente em Alagoas contra a exploração e a opressão racista.

A terra de Zumbi dos Palmares e Dandara, que há mais de 300 anos tinha o maior símbolo de resistência dos negros escravizados, o Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga, localizada hoje no município de União dos Palmares, é palco das maiores desigualdades sociais do país.


Alagoas figura entre os estados com maiores índices de evasão escolar, analfabetismo e piores índices de infraestrutura nas escolas e faculdades. Os maiores prejudicados pela falta de distribuição de renda é a população negra e pobre, lançada nas periferias da capital Maceió. O estado está imerso também na realidade mais triste do povo negro brasileiro: é aqui o lugar mais perigoso para se nascer preto. A “Terra da Liberdade” lidera com o maior número de homicídios, que já se configura como extermínio da população pobre.

Dia 20 de novembro se mostra como um dia de resistência: lutar por cotas sociais distintas das raciais; lutar por melhor infraestrutura nas escolas do estado, já que a grande maioria das escolas do estado encontra-se defasadas; para que o governador Teotônio Vilela (PSDB) faça concursos públicos para professores; lutar por um Sistema Único de Saúde de qualidade e dizer, todos os dias, não à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), pois é o povo negro quem mais necessita do SUS.

A Assembleia Nacional de Estudantes Livre (ANEL) entende a necessidade de se lutar por equiparação do povo negro, que após serem libertos da escravidão, continuaram a ser subjulgados e privados de seus direitos mais básicos, como educação, saúde, e o mais elementar: o direito à vida. Enquanto poderia estar salvando a educação e saúde do estado, Teotônio prefere entregar as riquezas aos usineiros. Abaixo à terra dos marechais e dos usineiros! Viva à Terra de Zumbi e Dandara.

Niara Aureliano, do DCE-UFAL e ANEL-AL.
...

Durante todo o mês de novembro a ANEL construiu diversas atividades de combate às opressões, incluindo discussão sobre cotas raciais e políticas afirmativas, genocídio da juventude negra, violência contra a mulher, além de eventos de exaltação à cultura afro-brasileira e participação, no dia 22, na marcha da periferia, um importante evento realizado no maior complexo educacional do estado.

domingo, 21 de abril de 2013

Nota de Repúdio: NÃO a cultura do estupro, NÃO a Banda New Hit!! Texto do MML

No dia 20 de abril (sábado) aconteceu mais um show da Banda New Hit em Alagoas. Nós do Movimento Mulheres em Luta - AL não poderíamos deixar de nos pronunciar mais uma vez sobre a apresentação dessa banda em nossa cidade e estado.
A Banda New Hit está sendo processada pelo estupro de duas adolescentes após um show na cidade de Ruy Barbosa interior da Bahia. As duas adolescentes foram estupradas pelos integrantes dentro do banheiro do ônibus da banda ao subirem para pedir autógrafos e um policial também está sendo investigado por conivência com o crime. O crime chocou e indignou o país. Após a denúncia, as adolescentes receberam ameaças de diversos fãs da banda e foram obrigadas a se afastar da escola e a saírem da sua cidade com medo de serem agredidas.
A violência contra a mulher é a forma mais cruel de manifestação do machismo e uma das faces mais violentas do sistema capitalista, que se utiliza da opressão para explorar ainda mais as mulheres, com baixos salários e empregos precários. Alagoas é o estado mais violento do nosso país e o segundo com os maiores índices de violência contra a mulher. Além disso, é em Maceió onde mais se agride e mata LGBTs.
Não é a primeira vez que a Banda se apresenta em Maceió. Há alguns meses atrás essa banda se apresentou em nosso Estado e o Movimento Mulheres em Luta, a ANEL – Assembléia Nacional dos Estudantes Livre, o Coletivo Feminista Independente de Maceió e vários ativistas independentes foram à luta na tentativa de barrar a apresentação da banda em nossa cidade. Mas foram poucas as autoridades e personalidades públicas que se manifestaram e apoiaram a causa, por isso a mobilização dos que estão cansados da cultura do estupro não foi o suficiente para acabar com o show, mas não podemos parar. 
Por onde passa a banda New Hit leva a mostra da impunidade e de que a violência contra a mulher não é importante para aqueles que poderiam reverter essa situação. Por isso vem sendo alvo de protestos. Podemos sim fazer diferente. Inconformados, homens e mulheres vão às ruas para dizer NÃO a violência, NÃO à cultura do estupro e NÃO a Banda New Hit!!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Repúdio a banda New Hit! Punição para os estupradores!



A opressão machista é tão frequente que muitos acabam naturalizando-a cada vez mais, seja no uso de palavras que servem ao machismo ou em atitudes e formas de agressão que muitas mulheres já sofreram. No Brasil, a cada 5(cinco) minutos uma mulher é agredida, e Alagoas é o segundo estado em que mais se mata mulheres. Sabemos o quanto é preciso lutar diariamente para combater essa opressão, para não permitir que ela seja tornada comum. Não podemos deixar que as notícias de agressão e estupro sejam vistas como casos comuns, não podemos deixar que naturalizem tamanha forma de abuso contra as mulheres. 
Recentemente foram liberados os integrantes da banda New Hit acusados de estuprarem duas adolescentes, uma delas com apenas 16 anos, repetidas vezes e com extrema violência. Os integrantes cometeram o estupro e as agressões dentro de um ônibus quando as adolescentes foram pedir autógrafos e tirar fotos com eles após um show na Bahia. Apesar de tudo, os estupradores estão soltos e a banda continua com as apresentações, inclusive tem planos de vir se apresentar em Maceió (AL), enquanto as vítimas continuam aterrorizadas e traumatizadas em suas casas.
Mas não é só no Brasil que os estupros acontecem constantemente. Na Índia, onde mais de um estupro acontece a cada 18 horas, centenas de pessoas foram para as ruas protestar e exigir pena de morte para os estupradores e espancadores de uma estudante de 23 anos. O caso aconteceu em Nova Déli dentro de um ônibus onde a estudante foi espancada e estuprada por quase uma hora, e após isso jogada do ônibus ainda em movimento. A jovem ficou internada por alguns dias em situação crítica, porém não resistiu e veio a falecer no dia 29 de dezembro. O caso teve repercussão em vários lugares do mundo, apareceu em vários jornais, sites e reportagens. E toda essa repercussão só foi possível porque milhares de pessoas do mundo inteiro se revoltaram com o acontecimento, e porque as mulheres e o povo indiano foram para as ruas protestar.
Os países são diferentes porém a opressão é a mesma, o espancamento e estupro da jovem indiana não tem muita diferença do acontecido com as adolescentes brasileiras. Todos servem como mais um exemplo do machismo que faz com que vários homens se achem no direito de fazer sexo com as mulheres que quiserem, mesmo sem a concessão delas. Que faz com que os homens achem que são superiores as mulheres e tentem torná-las submissas. Daí temos as mais diversas formas de abuso.
Para impedir situações como essas e mudar a desigualdade nas relações de gênero, nós da ANEL ressaltamos a necessidade de nos mobilizarmos. Precisamos mostrar que não é só a voz das mulheres e do povo na índia, ou na Europa ou no Brasil, que está se levantando, mas sim uma só voz, a voz de todos que querem dizer basta para tamanha barbárie. E é por isso que essa semana, em Maceió, como forma de retomar essa luta contra a opressão, nós militantes da ANEL vamos somar a vários ativistas e coletivos para construir um ato público para que a banda de estupradores New Hit não venha
tocar em Maceió, e de preferência em lugar nenhum. O ato será dia 26 de janeiro às 9horas com concentração no calçadão do centro de Maceió, próximo ao antigo produban.

Assine a petição também: 
http://www.avaaz.org/po/petition/NAO_a_apresentacao_da_banda_NEW_HIT_em_Maceio/?cUwFQdb

Chega de estupro e abuso das mulheres! Nem em Maceió nem em Nova Deli!

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Visibilidade Lésbica - Romper o silêncio contra o machismo e a homofobia!!!

No dia 29 de agosto de 1996 aconteceu o I Seminário Nacional de Lésbicas (Senale). Durante esse evento realizado no Rio de Janeiro, lésbicas e mulheres bissexuais se reuniram pra falar de suas questões específicas. O Dia Nacional da Visibilidade Lésbica representa a resistência ao machismo, ao patriarcado, à heteronormatividade. Significa dizer não à censura e à restrição dos desejos e afetos que essas mulheres sofrem cotidianamente. 
A mulher lésbica e bissexual é duplamente oprimida e explorada. A grande chances de uma mulher sofrer um estupro,é em maiores proporções se ela for lésbica. tal do “estupro corretivo” é uma das mais cruéis consequências do machismo e da homofobia que as mulheres sofrem a todo o momento, é a prova mais revoltante do descaso do governo para com as mulheres lésbicas. Quando essas mulheres sofrem violência sexual e/ou física, encontram-se as mais diversas dificuldades para denuncia-las. Muitas vezes os policiais induzem as mulheres a não denunciarem seus agressores e quando não conseguem convencer as vitimas a desistirem de suas denuncias e não registram no boletim de ocorrência. Com tudo, a presidente Dilma, na tentativa de salvar Palocci (envolvido em escândalos, como o do mensalão), acabou cedendo às pressões da bancada religiosa e voltou atrás na proposta de um material educativo (Kit Anti-homofobia) para escolas à serviço de combater à opressão aos LGBT’S e até hoje sede pressão da bancada conservadora para aprovar a criminalização da homofobia, mesmo com a crescente onda de mortes no país.

As mulheres lésbicas encontram diversas dificuldades durante suas vidas. Na escola, onde sofrem violência psicológica e não são orientadas de acordo com suas orientações sexuais; na família, onde percebem desde já que não são bem-vindas na sociedade; no mercado de trabalho, onde acabam trabalhando nas piores condições imagináveis e sem poder viver sua sexualidade livremente na ameaça de perderem seus empregos; Na saúde pública, onde não há política específica para atender a mulher homossexual. 

Nós, da ANEL, enquanto Entidade estudantil, entendemos que precisamos lutar diariamente contra qualquer tipo de opressão existente na sociedade, nas escolas e nas universidades, porém nos deparamos com um cenário de sucateamento das Universidades públicas do país. Uma expansão sem qualidade alguma, fruto do REUNI, que traz uma greve nacional de professores, técnicos e estudantes com mais de 105 dias. Com isso, enquanto lutamos pela educação, o governo Dilma veta o projeto Escola sem Homofobia, destina dinheiro público pras faculdades privadas e prepara o novo PNE, que tem 10 anos para se concretizar e destina dinheiro publico para empresarios e a educação privada, com o PROUNI, e nem sequer cita a existência de LGBTs nesse Projeto Nacional de Educação. 


Lançamos com muito sucesso a Cartilha LGBT da ANEL, cartilha pedagógica que serve para abrir a discussão sobre diversidade sexual deixada de lado e longe das Escolas, Universidades e grupos de amigos, além, é claro, de reafirmar nosso compromisso na luta contra todas as formas de opressão, sejam eles aos LGBTs, às mulheres e aos negros e negras.
Nós da ANEL sabemos que ser lésbica num sistema que sustenta a opressão para dividir a classe trabalhadora e para explorar muito mais não é fácil. Somente unificando todas as bandeiras dos oprimidos e dos explorados, lutando cotidianamente contra o machismo, contra o racismo e contra a homofobia é que conseguiremos uma transformação concreta da nossa sociedade .


Pela criminalização da homofobia (PL 122) e a aprovação do kit anti-homofobia nas escolas.

Por uma educação publica, gratuita e de qualidade, com 10% do pib pra educação pública JÁ!!"





"A NOSSA LUTA E TODO DIA, CONTRA O MACHISMO, RACISMO E HOMOFOBIA"

quinta-feira, 28 de junho de 2012

ANEL-AL: Resgatar o espírito de StoneWall! Contra a homofobia, a nossa luta é todo dia!


José Leonardo da Silva, 22 anos, e seu irmão gêmeo, Leandro, caminhavam abraçados na cidade de Camaçari (Grande Salvador), quando esse gesto de carinho entre dois homens despertou a ira de um grupo de oito homens, ao qual brutalmente afundou a face de Leandro e com varias pedradas na cabeça matou Leonardo. “- Pensamos que eles fossem um casal homossexual”, afirmaram os agressores. Já no exército, o Casal Laci Marinho e Fernando Alcântara foram presos e expulsos do mesmo, após assumirem relacionamento.
Esses dois fatos não são isolados, nem tão pouco anormais em nossa sociedade, infezlimente. Fatos como esses ocorrem diariamente, com LGBT’S de todo o Brasil, onde no seu dia a dia e em torno de toda a sua vida, sofrem preconceitos e opressões pela sua orientação sexual, sejam quando pequenos sofrendo insultos, violência e ignorados entre professores, escolas e em materiais escolares que pregam maneiras "corretas" de se relacionar; sejam na juventude, quando conseguem entrar em uma universidade publica (realidade rara entre travestis) e lá encontram a falta de políticas publicas especificas para combater o preconceito; ou no mercado de trabalho, que são excluídos, surgindo poucas oportunidades pelo preconceito, como o emprego de telemarketing, por exemplo, onde são contratados (as) massivamente por não ter contato físico com os clientes, segundo empresários.

A luta do movimento LGBT moderna retorna na rebelião de Stonewall, ocorrido em 1969. Quando os ventos revolucionários de 1968 sopraram para todos os lados e atingiram gays, lésbicas e travestis que freqüentavam um bar chamado Stonewall, em Nova York. Todos se levantaram contra os abusos e agressões da policia, pelos seus direitos e livre expressão de sua sexualidade, detonando uma rebelião pelas ruas que durou quatro dias. O auge do levante foi no dia 28 de junho, onde um ano depois tornou-se mundialmente o dia do orgulho LGBT e a partir dessa rebelião deu-se aberturas a vários grupos LGBT’S e também a outros grupos se aliarem a causa, como grupo de negros, de mulheres, de trabalhadores, de estudantes, dentre outros. Foi este dia que impulsionou a organização dos LGBT’S a organizar a então chamada Parada do Orgulho Gay.
Enuds/Salvador ( Encontro Nacional Universitaio sobre diversidade sexual)

Essas lutas LGBT’S não se sanaram com a rebelião de Stonowell, pelo contrário, ganham mais forças e resistências nos dias de hoje. Apesar de algumas vitórias do movimento, como o direito do casamento estável homoafetivo em nosso estado, o descaso dos nossos governantes somente aumentam. As maiores lutas LGBT’S que temos hoje é a criminalização da homofobia (PL 122) e a aprovação do kit anti-homofobia nas escolas. No entanto, vemos o conservadorismo do governo Dilma, que na tentativa de salvar Palocci (envolvido em escândalos, como o do mensalão), acabou cedendo às pressões da bancada religiosa e voltou atrás na proposta de um material educativo (Kit Anti-homofobia) para escolas à serviço de combater à opressão aos LGBT’S e até hoje sede pressão da bancada conservadora para aprovar a criminalização da homofobia, mesmo com a crescente onda de mortes no país decorrido a homofobia. O Brasil segue sendo o país onde mais se matam LGBT’S. Ano passado, no México, foram aproximadamente 240 assassinados decorrentes da homofobia. No nosso país, Alagoas só perde para Bahia.

A ANEL-AL vem marcando presença constantemente nas lutas LGBT’S, como por exemplo, em resposta ao veto do Kit Anti-homofobia, mencionado acima, do governo Dilma, lançamos a Cartilha LGBT (Encontro Nacional Universitário sobre Diversidade Sexual) e logo em seguida partimos para várias Universidades do Brasil afora. Aqui no estado participaram Ufal e Uncisal do lançamento. A Cartilha LGBT da ANEL é uma cartilha pedagógica que serve para abrir a discussão sobre diversidade sexual deixada de lado e longe das Escolas, Universidades e grupos de amigos, além, é claro,  de reafirmar nosso compromisso na luta contra todas  as formas de opressão, sejam eles aos LGBTs, às mulheres e aos negros e negras. Temos também, entre vários, outros exemplos, o beijaço em Abril de 2011 na Praça dos Martírios, antes do “mega ato” do Fora Téo. Neste dia, marcamos uma luta contra a homofobia (puxada em todo país), fazendo uso de um jogral, puxamos o beijaço e defendemos a PLC 122/06.
Lancamento da cartilha LGBT/ANEL na pracinha do r.u - Ufal

Portanto nós, da ANEL, enquanto Entidade estudantil, entende que precisamos lutar diariamente na luta contra qualquer tipo de opressão existente nas escolas e nas universidade, porém nos deparamos com um cenário de sucateamento das Universidades públicas do país. Uma expansão sem qualidade alguma, fruto do REUNI, que, hoje, traz uma greve nacional de professores, técnicos e estudantes. São 88% das IFES paradas. Com isso, enquanto lutamos pela educação, o governo Dilma veta o projeto Escola sem Homofobia, destina dinheiro público pras faculdades privadas e prepara o novo PNE, que tem 10 anos para se concretizar, e sem sequer cita a existência de LGBTs nesse Projeto Nacional de Educação. Isso não permitiremos.
Por isso, lançamos o convite: venha construir esse dia de luta e resgate a real história do movimento LGBT, venha conhecer a entidade que se propõem a ser uma reorganização do movimento estudantil, ligada ás lutas dos Lgbts, às lutas dos negros e das negras, às lutas das mulheres, às lutas dos trabalhadores. Somos independentes financeiramente de governos, porque eles não vão nos calar! Vamos sair às ruas, e exigir o que é de direito nosso: educação, direito e respeito. STONEWALL VIVE!



PELA CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA!
NÃO A MAIS DEZ ANOS DE HOMOFOBIA NAS ESCOLAS E UNIVERSIDADES! QUEREMOS 10% DO PIB PARA EDUCAÇÃO PÚBLICA JÁ!!


Leo Lima
Comissão Executiva estadual – ANEL-AL

segunda-feira, 25 de junho de 2012

RAP é compromisso!



              Na quinta-feira dia 14/06, aconteceu mais uma atividade do comando de greve estudantil na UFAL, a Tarde Cultural, que contou com a presença massiva dos membros do coletivo “Nada será como antes”. A atividade que contou com bazar de livros, venda de lanches e mostra de clipes, foi encerrada com a participação de vários jovens que cantaram RAP e trouxeram um pouco da cultura Hip Hop para a universidade. A Tarde Cultural foi o segundo espaço na UFAL que teve o RAP como uma das atrações principais, o primeiro deles tendo sido organizado pela ANEL e este agora levado ao comando de greve como uma proposta do nosso coletivo. Com o passar do tempo nós do Nada será como Antes queremos aumentar ainda mais o número de eventos como este.

            Dentro de uma universidade majoritariamente branca, onde apenas 3% dos estudantes são negros, nós do coletivo sabemos o quanto é importante a realização de espaços que tragam um pouco da violenta realidade que milhares de jovens da periferia alagoana enfrentam diariamente. Realidade que muitos de nós universitários só conhecemos através de notícias na televisão, revistas ou jornais, e na maioria das vezes de forma distorcida. De acordo com os dados que temos, os negros e negras recebem os salários mais baixos do país, ocupam os postos de trabalho com menor reconhecimento social e cultural (construção civil, comércio, trabalho doméstico, limpeza, etc), estão fora das escolas e são as vítimas preferencias da violência. Estamos no segundo estado em que mais se mata negros do Brasil, só perdendo para Pernambuco. Esta é a realidade que a população negra enfrenta nos dias de hoje, resultado da opressão racial utilizada, acima de tudo, para superexplorar um enorme setor da população brasileira.
            Moramos no segundo país com mais negros do mundo e num dos estados com mais negros do Brasil, e é inadmissível sabermos que uma incrível minoria dos estudantes nas universidades é negra. São os jovens da periferia que, de fato, mais perdem com as consequências da corrupção e com a transferência da verba pública para o setor privado, e mesmo assim bilhões do orçamento foram e serão cortados da educação, saúde e da moradia. Somente em 2012 o governo Dilma fez o corte de R$ 2 bilhões na educação pública e de R$ 5 bilhões na saúde. Enquanto isso, bilhões são gastos em eventos como copa do mundo, rio +20, pagamento de dívida externa, pagamento para os banqueiros (mais de 50% do PIB) e desvios da verba pública, que chega a mais de R$ 7 bilhões nos últimos 10 anos. Dinheiro sabemos que não falta, pois o Brasil é a sexta maior economia do mundo, o que realmente falta é uma mudança nas prioridades de investimento do governo.
            Não ficaremos parados diante de tamanho descaso com a juventude negra deste país, e para isso sabemos que o RAP é um importante aliado para denunciar e desmascarar a falsa ideia de que não existe mais racismo neste país. O RAP, junto com a cultura Hip Hop, são os principais responsáveis por trazer as lutas, as pautas, e os grandes heróis do movimento negro para a sociedade. Estamos aqui pelo fim da criminalização da pobreza e da higienização social, fim da guerra interna na periferia, fim da violência policial. Como primeiro passo para mudar o atual cenário da educação queremos cotas raciais já, para a inclusão da juventude negra nas nossas universidades, até que o problema do ensino público fundamental e médio seja solucionado. Queremos o investimento de 10% do PIB para a educação pública já, pois sabemos que não teremos qualidade de ensino sem investimento.
            E é por isso que nós da ANEL construímos a central sindical e popular Conlutas, pois acreditamos que a união da luta dos trabalhadores, estudantes e movimentos populares é extremamente necessária para a construção de uma sociedade livre da opressão e da exploração capitalista. 

“É você que me inspira, é você que me comove, por você periferia que meu coração se move”                                                                                                                         -Gíria Vermelha





segunda-feira, 2 de abril de 2012

Lançamento da cartilha LGBT da ANEL

Na quarta-feira, 28/03, na Pracinha do RU, a ANEL/AL fez o lançamento da carilha LGBT. A cartilha é nacional (resolução aprovada no I Congresso Nacional da ANEL) e surge como resposta ao veto da presidente Dilma ao projeto 'Escola sem Homofobia!'

Nacionalmente, a cartilha foi lançada no Encontro Nacional Universitário de Diversidade Sexual (ENUDS), em Salvador-BA.

Dilma Vetou e a ANEL lançou!

Confira fotos do evento!







quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Pré Enuds

Sábado vai acontecer o Pré Enuds da ANEL/AL. 
Nele, vamos discutir textos e nos preparar para o IX Encontro Nacional Universitário sobre Diversidade Sexual. O Pré vai ser às 14h, no CEU (Sinimbu), nesse sábado (28).
Logo após o Pré Enuds vai rolar uma reunião da ANEL/AL de preparação para as calouradas.

Seguem, aqui, os textos para o Pré Enuds. 

Até lá!
1) Anel e Enuds
- Histórico do Enuds http://www.anelonline.org/?p=3507
- Resoluções do Congresso da ANEL sobre combate às opressões http://www.anelonline.org/?p=2245
- Espaços da ANEL no Enuds

2) Políticas do Governo no âmbito de combate a homofobia
A mutilação do PLC 122, que criminalizaria a homofobia http://pstu.org.br/opressao_materia.asp?id=13687&ida=0
- Brasil sem homofobia (texto abaixo)


Brasil sem homofobia, só com muita luta!

Há exatamente um ano, o governo Lula lançou o projeto “Brasil sem homofobia”, um calhamaço com dezenas de propostas para combater o preconceito contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transgêneros (GLBT). Saudado com entusiasmo pela maioria do movimento GLBT, o projeto, contudo, teve o mesmo destino das demais promessas que Lula fez no campo social: caiu no vazio e virou letra morta.
Até hoje, nenhuma medida foi tomada e nem sequer um centavo foi destinado para o projeto. Um fato que não nos causa surpresa. Afinal, este é o mesmo governo que se aliou, desde o início, a setores raivosamente homofóbicos, a começar pelo partido de seu vice, o PL, e a Igreja Universal, que não se cansa de pregar a “cura” para o nosso “mal”.
Como também este é mesmo governo que, há tempos, definiu que sua prioridade não é garantir direitos à população, mas satisfazer a infinita ganância dos banqueiros, do grande empresariado e dos “picaretas” do Congresso.

ORGULHO PRA LUTAR!
Por estas e outras, temos certeza que só conquistaremos um “Brasil sem homofobia” através de muita luta. Uma luta que, hoje, também tem que voltar contra este governo e seus aliados.
Por isso, também, acreditamos que as paradas deveriam ser muito mais do que uma festa, dominada por empresas que sobrevivem às custas de nosso dinheiro e um “evento turístico” que move milhões de reais.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

9º ENUDS (Encontro Nacional Universitário sobre Diversidade Sexual)

A política pública de maior destaque no campo da educação foi o projeto Escola sem Homofobia, vetado em 2011. O PLC 122 foi mutilado, mesmo sendo o Brasil apontado como o país onde mais se matam LGBTs por crime de ódio.

Assim, é importante a troca de experiências e avaliar como os movimentos estudantil e LGBT universitário organizados se articularam em defesa da educação de qualidade e livre de opressões. Além disso,  é importante verificar como os dois movimentos trataram a questão do PLC 122, pauta que não está restrita à educação. Outra meta importantíssima é investigar o quanto a homofobia está presente no interior do movimento estudantil.


A ANEL vem tocando a luta contra todos os tipos de opressões. O GD (Grupo de discursões) LGBT com 500 estudantes, num espectro de mais de 1700 estudantes, no I Congresso da ANEL (realizado em junho de 2011) mostrou como estamos empenhados em tocar essa luta, além dos  beijaços, “adesivaços”, intervenções em festas e calouradas e outros espaços cotidianos das universidades e escolas, e a elaboração do Kit Antihomofobia da ANEL. Através dessas experiências, ainda em andamento, com os demais coletivos e estudantes, esperamos contribuir para abrir diálogos entre movimento estudantil e LGBT na construção de um programa alternativo para a educação e para avançar na articulação concreta destes movimentos sociais.

Portanto, é extremamente importante a construção do 9º ENUDS (Encontro Nacional Universitário sobre Diversidade Sexual), que acontecerá entre os dias 1 e 5 de Fevereiro de 2011, em Salvador. O ENUDS é o espaço para abrir o diálogo entre movimento estudantil organizado (CAs, DCES, federações, entidades nacionais etc) e movimento LGBT organizado (coletivos, ONGs, associações etc), e, assim, traçar a articulação existente entre defesa de melhores condições de ensino, em geral, com defesa do ensino livre de opressões, particularmente.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

SEMANA DE COMBATE ÀS OPRESSÕES DA ANEL ALAGOAS

A ANEL, desde sua criação, vêm combatendo às opressões cotidianamente nas universidades e na sociedade brasileira. Em nossas assembleias nacionais o GD de opressões é sempre o mais movimentado, o mais cheio de estudantes. Ano passado participamos ativamente da I Marcha Nacional Contra a Homofobia, e estamos hoje (18/05) participando da II Marcha, em Brasília, exigindo a criminalização da homofobia. Recentemente a ANEL fez um twitaço nacional pela aprovação do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, que criminaliza a homofobia. Em diversos estados nossa entidade vem realizando atividades em combate às opressões, como os beijaços contra a homofobia que aconteceram.

Nesse modelo de sociedade em que vivemos a opressão é um elemento constante. A opressão do negro(a), da mulher e dos homossexuais é necessária para garantir essa exploração que os trabalhadores vivem no capitalismo.  Segundo dados do DIEESE de 2006, os negros possuem um salário 45,7% menor que os não-negros em São Paulo, e em Salvador chega a 51,8%. As mulheres são ainda mais exploradas, pois além de seus salários serem 20% menores que os dos homens, de acordo com uma pesquisa do DIEESE em 2007, fazem a machista dupla jornada de trabalho, sendo obrigadas a executarem as tarefas domésticas depois de um dia cansativo de trabalho. A opressão sobre os homossexuais os obrigam a trabalhar em empregos onde não há contato físico-visual, por isso o grande número destes oprimidos em call centers e telemarketing, onde sofrem com uma excessiva jornada de trabalho e salários rebaixadíssimos. Nós da ANEL buscamos um modelo de sociedade sem opressões, onde todos seres humanos devem ser tratados como tal, sem discriminação.

Em Alagoas, nossa entidade realizará a Semana de Combate às Opressões, pois achamos necessário iniciar esse debate em nosso estado, que possui o maior índice de violência contra homossexuais. Mas é claro que esse é só um início, pois acreditamos que o combate deve ser constante, cotidiano, diário.

PROGRAMAÇÃO

SEGUNDA, 23/05, A PARTIR DAS 20H:
TWITAÇO #BEIJACOCONTRAHOMOFOBIA

QUARTA, 25/05, AS 17H:
UFAL - MESA CONTRA O MACHISMO E O RACISMO, 17H, AUDITÓRIO ICHCA
UNCISAL - MESA CONTRA HOMOFOBIA, 17H, AUDITÓRIO DA2

QUINTA, 26/05, AS 17H:
UFAL - MESA CONTRA HOMOFOBIA, 17H, AUDITÓRIO ICHCA
UNCISAL - MESA CONTRA O MACHISMO E O RACISMO, 17H, AUDITÓRIO DA2

QUINTA, 26/05, APÓS A MESA, NO ICHCA:

BEIJAÇO CONTRA A HOMOFOBIA!